Terça-feira, Janeiro 25, 2011






Brasil, férias 2011.

Vou me aposentar de mim!
Tirar férias deste eu tão disperso
Que se esquece de sentir...
Que pouco ouve!
Que pouco olha!
Que pouco se move dentro de si...
Quero levantar um pouco minhas estrelas
“(E) levá-las” para fora de mim...
Dormir meu dia a dia que pouco conhece de si...
Para voltar a enxergar tudo!
Tudo que sem essas férias não vi!

Claudia Venegas.

Quinta-feira, Janeiro 14, 2010







Brasil, Lá 2010.


Eu tenho amor, como eu tenho o sol...

Se eu o sinto é porque está lá...
E se não...
É porque está lá também...

Claudia Venegas.

Quinta-feira, Maio 14, 2009









Brasil, Barco 2009;

Quando um olhar cativa o outro,
É como ser um barco por dentro!
È ser para o outro quem leva,
Desliza sobre o sal que dentro chora
O remo que agora é o amor...

Quando um sorriso o outro completa,
É como ser ventre!
É ser a ternura que gera fora,
Para o outro não ir embora...
Sem necessidade...

É ser a mão que nunca esteve!
A voz que cala o medo!
Que segura a lágrima com o riso...
Porque estar ali,
É ser inteiro...

É abraçar a menina,
Quando ela já é nos nossos braços mulher...
Porque o que o íntimo deixa
Vem com a fragilidade flor...

E seu cheiro é assim
Pétalas em flor...
Um lindo sem querer,
Armadilha doce do amor...

Eu em você...
Sou chuva que não chove!
Sou alma que não sofre!
Sou alegria que sobra...
Suficiente magia que faz desaparecer momentos de dor...

Porque quando um olhar cativa o outro...
É como ser um barco por dentro...
Com um remo, remado por dois...

Claudia Venegas.

Quarta-feira, Maio 06, 2009












Brasil, O mendigo 2008;

O mendigo está a espreita
Pálido do sol que nasce
Estéril da árvore que cresce...
É como o "frio" do cabelo morto na prateleira!

Mas vai subir a ladeira
Como geladeira de gelo derretido!
Com o copo cheio de improvisos
Goles de iludidos...

Vai ascender as luminárias
Ser rei das calçadas
Evidente dilacerado do amor...

Vai sorrir!
Vai gargalhar da dor!
Fazer dela a palhaça da estréia
A maquiagem perpétua do ator!

Por ser clandestino!
Como criança sem destino
Feito de sonho e ilusão!

Irreparável!
Como o poeta bêbado de poesia...

Da letra que não presta!
Que não empresta cor...
Por ser só de um amor...

E vai ser para sempre essa poesia!
Declamar por sempre essa poesia!
Reclamar eterna a poesia...
Mas não vai achar gotas minímas de amor!

Vai receber o dia morno!
Tentar aquecer a alma com sobras...
E quando acordar do jejum
SOL - idão...

Claudia Venegas.

(Trabalho desenvolvido em 2008.)

Terça-feira, Maio 05, 2009




(art by ribbonsandpearls)


Brasil, mesma cor 2009.

De manhã quando escureço
Passeio por meus lunares
Carregando estrelas cadentes
Desses dias estranhos de maio
Desses dias tão felizes
Acalmados pelo suave toque de suas matizes
Frases inteligíveis que revelas ao olhar...
Por dentro és quem me impermeabiliza
Com a doçura dos olhos alcança
A voz que é mistério,
É perdida nota no tempo,
No não espaço que eu me mereço ao te amar...
Passaria horas deitada em tuas ondas
Para embriagar-me do doce de suas pedras
Congelar me em borboletas,
Constelar me em maresias
Costurar me em suas paredes,
Ser tua pele em minha pele,
Poesia que pelos poros posso revelar...
Mostrar ao mundo externo,
No interno lúcido dos lençóis...
Profundos e não profanos,
Que não existe lei...
Para que um não seja também o outro,
No outro lado da mesma cor...
Porque onde existe amor
Toda rosa é flor!

Claudia Venegas.

Quarta-feira, Abril 29, 2009










Brasil, Vento 2009.

Vê? O vento vai...
E ando aqui alimentada por dentro,
E queria saber...
Onde mais poderiam estar meus pensamentos?
Se fosse breve amar...
Você seria a brevidade de todos os meus sentidos,
A canção rara que agora reconheço ser amor...
Vê? O vento foi...
A mistura nossa está sem peso,
Temos em nossas casas o jardim repleto de flor...
Não nasceu na Terra seu medo branco
Nem azulejos partidos tenho deixado...
É leve seu cuidado batendo meu coração!
Levo todas as manhãs o gosto infinito que participa em mim
Sabor que antes não sabia ter guardado!
E é raro saber que por todos os lados você em mim acampa,
Por ser a voz interna que me direciona...
A Sabores saberes quereres que nunca quis...
Vê? O vento está em nós...
Nós trouxe até aqui!
Não existe um espaço que ele não pode passar!
Não existe um tempo que ele pode medir...
E nem um amor que ele não possa soprar...
Porque leva tudo que esta longe para perto
De volta ao seu lugar...

Claudia Venegas.

:o)

Terça-feira, Abril 28, 2009












Brasil, Boneca de porcelana 2009.

A malfadada visão que tenho é de uma máscara porcelana,
Sua costura é de boneca, mas o corpo remendado reclama...
Talvez você seja poça de riso, ou mesmo elixir de amor...
Mas não sei o que em mim desenha,
Se é voo raso ou arestas borboletas!
Se é Polén de alegria, ou voa em mim suas asas de tristeza...
Teu berço ás vezes é lágrima, contidas gotas interior...
É visão breve, como folha perdendo devagar a cor...
Teu riso eu tento, instigo para a alegria,
Mas nele eu perco, parece-me mais com nostalgia...
Quando eu reparo teus olhos, um baile a vida convida,
Como bebida que embriaga, anuncia antes de tudo...
Despedida!

Claudia Venegas.

(Colhido em Jardins fiéis...)